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Greening Household Behaviour

Summary in Portuguese

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Tornar Ecológico o Comportamento das Famílias

Sumário em Português

  • O comportamento pessoal e as escolhas que fazemos na vida diária, desde o que comemos até à maneira como nos deslocamos para o nosso local de trabalho ou como aquecemos as nossas casas, têm considerável efeito no meio ambiente. Estes impactos irão provavelmente se intensificar no decorrer dos próximos anos, se não forem empreendidos redobrados esforços em matéria de políticas que sejam mais voltadas para alvos específicos. Como deverão os governos reagir? Temos de intensificar os nossos esforços com vista ao desenvolvimento de estratégias de crescimento que promovam e ganhem apoio para a instauração de modos de vida e padrões de consumo menos prejudiciais ao meio ambiente.
  • Este relatório, baseado na pesquisa EPIC (Environmental Policy and Individual Behaviour Change ‑ Mudança de Política Ambiental e de Comportamento Individual), realizada em 2011, ajuda os governos a melhor compreenderem o comportamento das famílias em relação ao meio ambiente em cinco áreas fundamentais: uso de energia, uso de água, opções de transporte, consumo de alimentos, bem como produção e reciclagem de resíduos. Este segundo inquérito (o primeiro foi realizado em 2008) coletou informações provenientes de mais de 12.000 agregados familiares na Austrália, no Canadá, no Chile, em França, em Israel, no Japão, na Coreia, nos Países Baixos, em Espanha, na Suécia e na Suíça. Também identifica políticas voltadas para a promoção de comportamentos mais ecológicos no âmbito doméstico.

Os inquiridos podem ser agrupados em três grupos principais, no que respeita às suas atitudes ambientais: i) os "motivados no plano ambiental", que acreditam que serão necessários sacrifícios para a resolução dos problemas ambientais; ii) os "céticos no plano ambiental", que pensam que os problemas ambientais são muitas vezes exagerados; e iii) um grupo de "otimistas no plano tecnológico" que considera que os problemas ambientais são reais, mas que não poderão ser resolvidos sem inovações tecnológicas.

Para todos esses grupos, os governos têm de demonstrar provas convincentes não apenas de que é necessário enfrentar o desafio de parcos recursos e de mudanças climáticas, mas também de que as opções individuais podem fazer a diferença, desde a reciclagem até à adoção de transporte coletivo. E quando as populações se mostram dispostas a mudar de comportamento, os governos têm de dispor de políticas já prontas para as ajudar nos seus esforços. Também devem levar em conta a distância que há entre as boas intenções das populações e o seu comportamento real.

As conclusões deste inquérito evidenciam a necessidade de que os incentivos económicos apropriados influenciem as decisões das pessoas. Como no inquérito de 2008, as conclusões do inquérito de 2011 salientam o papel significativo das atitudes ambientais na constituição dos comportamentos. As pessoas não farão nenhum esforço para terem um comportamento mais ecológico, se não acreditarem que isto é imprescindível. Além disso, em áreas como a energia, a água e o transporte pessoal, o aperfeiçoamento dos serviços e das infraestruturas é fundamental. Não se pode trocar o carro por um transporte público, se não houver nenhum serviço disponível para o destino desejado, como não se pode adotar uma energia limpa, se este serviço não for oferecido. E para grupos específicos de famílias que não dispõem dos meios necessários à adoção de hábitos menos agressivos para o meio ambiente, a atribuição de subvenções também pode justificar‑se. Assim, a promoção da adoção de novos comportamentos exige uma mescla de instrumentos.

Principais conclusões

Há uma considerável procura frustrada, por parte das famílias, de eletricidade gerada a partir de fontes energéticas renováveis. Cerca de 60% dos inquiridos estariam dispostos a pagar mais caro por esta eletricidade, ao passo que 45% exprimiram interesse em terem tarifas diferenciadas para energias renováveis, se esta opção lhes fosse oferecida.

A maior parte dos inquiridos em cada país adota alguma forma de comportamento de economia de energia. Todavia, 40% dos inquiridos declara que "ocasionalmente" ou "nunca" desliga completamente os seus aparelhos com função de vigília. Em média, as famílias de altos rendimentos adotam menos frequentemente comportamentos de economia de energia.

Os encargos ligados à água baseados na quantidade de água utilizada aumentam os esforços das famílias com vista a economias no consumo de água, tanto em termos de investimentos como de comportamento habitual.

Os governos desempenham um importante papel na promoção, junto das famílias, de investimentos relativos à eficiência energética. As famílias declararam que recebem apoio governamental para cerca de 16% dos investimentos relacionados com eficiência energética registados no inquérito.

Os rótulos de eficiência energética também desempenham um papel significativo na redução da procura por energia. As famílias que reconheceram rótulos de eficiência energética para aparelhos despenderam uma média de 6% a menos em eletricidade do que as famílias que não reconheceram tais rótulos.

Há uma significativa vontade declarada de pagar um aumento adicional pela aquisição de carros elétricos, embora os números reais de tais aquisições continuem a ser muito baixos. Há uma ampla aceitação declarada quanto a maiores investimentos governamentais em infraestrutura para transportes públicos.

As despesas médias declaradas pelas famílias com frutas e hortaliças frescas biológicas variam de um país a outro, situando‑se entre 13% e 35% dos gastos totais em produtos biológicos e "convencionais".

Há uma ampla variação de um país a outro nos níveis de reconhecimento e de confiança relativamente aos rótulos. Por exemplo, a confiança no novo rótulo de alimentos biológicos da União Europeia varia de 47% (na Suécia) a 83% (nos Países Baixos), entre os inquiridos que o reconheceram.

A produção de resíduos tende a ser entre 20% e 30% mais baixa nas famílias submetidas a uma tarifação dos resíduos em função do volume ou do peso. As duas medidas de políticas que os inquiridos mais fortemente apoiaram em termos de taxas de produção de resíduos estão relacionadas com a prevenção dos resíduos – incentivando os retalhistas a usarem menos embalagem e as famílias a comprarem produtos com menos embalagem.

Em todos os seis países envolvidos nas duas rodadas do inquérito, houve um aumento significativo na percentagem de inquiridos que pensam que as questões ambientais devem ser tratadas sobretudo pelas futuras gerações, embora as pessoas mais idosas pensem que isto lhes incumbe, dado que são a geração que criou os problemas atuais.

Principais recomendações

Medidas que aumentem o acesso dos consumidores a opções mais ecológicas, tais como o investimento em infraestrutura (p. ex., serviços de transporte público ou de reciclagem), são complementos importantes para políticas que tornam as opções ecológicas mais baratas.

As subvenções baseadas nas necessidades para os investimentos em gestão eficaz da água poderão proporcionar uma maneira importante de melhorar a conservação da água.

As famílias que alugam as suas moradas fazem menos investimentos financeiros na eficiência da gestão da água do que as que são proprietárias. Os programas voltados para o aumento dos investimentos com vista às economias de água entre os moradores poderão representar uma maneira útil de tratar esta questão.

A procura das famílias por eletricidade não depende dos respectivos níveis de rendimentos. Isto significa que, sem medidas políticas adicionais, é provável que preços de energia mais altos produzam efeitos adversos no bem‑estar de famílias com baixos rendimentos, sem reduzir os consumos de maneira significativa.

A ampliação da informação do público e das campanhas educacionais é fundamental para uma maior consciencialização das famílias relativamente aos custos e aos encargos (p. ex., da coleta de resíduos ou do consumo de água) e para uma melhor compreensão das mudanças climáticas.

© OECD

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